Hoje dia 22 de março de 2024, há mais de três anos eu havia escrito uma breve contextualizada sobre uma mais breve ainda trajetória em minha vida. A internação no final de 2020; o recomeço no início de 2021; uma nova fase no meio de 2021 e por aí vai. Atualmente concursado em um emprego público, sendo vigilante patrimonial, aos 26 anos, me encontro no "conforto e conformismo" do que tende a ser minha vida pelo resto dela. Estou engatilhado em outro concurso, preciso apresentar alguns documentos que, não sei por qual motivo, sinto que algo dará errado - espero que fique apenas nessa sensação.
Nesta página eu gostaria de realçar o meu passado, vivo muito pensando nele, sabendo que não mais existe, mas sabendo que já existiu e tornando-se cada vez mais instigante as condições de reviravoltas dadas. Gosto de pensar nos anos como números altamente significativos. Por exemplo, 2012 começo a ter más companhias e usar drogas. 2013, vários momentos legais, com foco no início do ensino médio noturno. 2014, início do meu primeiro namorico - essa palavra apareceu como sugestão, achei interessante colocá-la. 2015, último ano do ensino médio, último ano em que vivi momentos no bosque - fazenda onde minhas tias moravam. 2016, início da minha contemplação aos "estudos", ainda usando maconha, especialmente, fim do namorico. 2017, começo a trabalhar, primeiro emprego. 2018, fim do meu primeiro emprego, altas doses de pensamentos conturbados - se eu morreria sem conquistar nada, nem uma moto, nem um emprego; músicas que realçaram minha vida. 2019, começo a trabalhar no início de uma indústria, muita droga rolou nesse ano, foi horrível - e saí do trabalho. 2020, início de uma fase pesada, emocionalmente pesada, duas pessoas fizeram parte de minha vida, me destruíram e me ajudaram a me identificar. 2021, emprego público, nova vibe, pessoas afloraram de todos os cantos. 2022, momentos estressantes, nicotina fazendo mais do que parte de minha vida; saí de casa e fui viver com minha atual esposa. 2023, um ano de vários problemas no trabalho, sentimentos de impotência, de fracasso e, acima de tudo, de injustiça. Foi onde eu, de fato, consegui enxergar a essência das pessoas, os seres bons e os malignos. A malícia por trás dos olhares. 2024, ano em que estou tentando fortemente virar a chave, me redescobrir em meio aos escombros criados por mim mesmo ao longo de todos os anos.
Enfim, como diria Clarice Lispector: é assim porque assim é.